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domingo, 4 de maio de 2014

Conheça as Usinas Nucleares de Angra dos Reis

Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto

A Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto é formada pelo conjunto das usinas nucleares Angra 1, Angra 2 e Angra 3 (em construção), de propriedade da Eletronuclear, subsidiária das Centrais Elétricas Brasileiras - Eletrobras. São o resultado de um longo Programa nuclear brasileiro que remonta à década de 1950 com a criação do CNPq liderado na época principalmente pela figura do Almirante Álvaro Alberto da Mota e Silva, que lhe empresta o nome.

Localização

A Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA) está localizada às margens da rodovia BR-101, na praia de Itaorna, em Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro. As razões determinantes dessa localização foram a proximidade dos três principais centros de carga do Sistema Elétrico Brasileiro (Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo), a necessária proximidade do mar e a facilidade de acesso para os componentes pesados.
A interligação elétrica da usina ao sistema elétrico é feita por três linhas de transmissão em quinhentos quilovolts para as subestações de São José em Belford Roxo, de Grajaú no Rio de Janeiro e de Cachoeira Paulista, SP. Uma interligação em 138 quilovolts existe para alimentar os sistemas da usina nos períodos de parada.

Instalações

Além das usinas Angra 1 e 2 e das obras da Usina Angra 3, a área da Central abriga, ainda, duas subestações elétricas (138 e 500 kV) operadas por Furnas Centrais Elétricas S.A., os depósitos de armazenamento de rejeitos de baixa e média atividade e diversas instalações auxiliares (prédios de engenharia, almoxarifados etc.).
A potência total das usinas é de 2007 MW, dos quais 657MW em Angra 1 e 1350MW em Angra 2. Adicionalmente, está em construção a usina nuclear Angra 3, com capacidade maior que a Angra 2 e entrada em operação prevista para 2018.
Nas cercanias da Central, existem, ainda, as vilas residenciais de Praia Brava e Mambucaba, que abrigam os operadores das usinas, além de laboratórios de monitoração ambiental, centros de treinamento e hospitais.
HISTORIA
Em 1982, após longo período de construção, teve início a operação comercial da Usina Angra 1, com 657 MW. O início da vida da usina foi marcado por diversos problemas, que levavam a constantes interrupções na operação. Houve mesmo longo litígio entre Furnas Centrais Elétricas, então operadora da usina e a Westinghouse, sua fornecedora. A partir de 1995, com a solução dos problemas técnicos e com o aprendizado das equipes de operação e manutenção, o desempenho da usina, medido pelo seu fator de capacidade, melhorou substancialmente.
Em 2000, entrou em operação a Usina Angra 2 com 1350 MWe. Essa usina foi construída com tecnologia alemã Siemens/KWU, ainda no âmbito do Acordo Nuclear Brasil-Alemanha. Em seu primeiro ano de operação, Angra 2 atingiu um fator de capacidade de quase noventa por cento (2001).
Em 2010, foram produzidos, na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, 14 415 gigawatts-hora (GWh), correspondendo a três por cento do consumo de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional.
De 1985, quando entrou em operação comercial a usina Angra 1, até 2005, a produção acumulada de energia das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2 somam 100 000 GWh. Isso equivale à produção anual da usina hidrelétrica Itaipu Binacional ou ainda à iluminação do estádio Mário Filho por 150 000 anos.
Essa quantidade de energia seria suficiente para iluminar o Cristo Redentor por 1 800 000 de anos; a passarela Darcy Ribeiro por 28 900 anos, com os monumentos acesos doze horas por dia nos 365 dias do ano. A produção acumulada de energia das usinas nucleares brasileiras seria suficiente, ainda, para abastecer por mais de sessenta anos toda a iluminação pública da cidade do Rio de Janeiro ou o consumo do Estado do Rio durante três anos. Nos próximos seis ou sete anos, as duas usinas poderão repetir este número, gerando uma média de 15 000 gigawatts.hora/ano.
A Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto é operada pela Eletronuclear e gera 2 000 empregos diretos e cerca de 10 000 indiretos no Estado do Rio de Janeiro.

Operação

As usinas operam normalmente a plena capacidade, ou seja, em cem por cento do tempo, sendo desligadas uma vez por ano para recarga do reator. As paradas para recarga duram cerca de trinta dias e, além da recarga, são feitos diversos testes nos sistemas normais e de segurança, além de manutenções programadas.
O despacho das usinas é comandado pelo ONS - Operador Nacional do Sistema Elétrico

Região circunvizinha

A região de Itaorna, antes, um local remoto e ermo, viu, gradativamente, crescerem comunidades e bairros ao seu redor. Assim, além das vilas residenciais de Praia Brava e Mambucaba, habitadas pelos operadores das usinas, existem, hoje, nas proximidades da vila de Mambucaba, as comunidades do Parque Mambucaba, Piraquara de Dentro, Piraquara de Fora, entre outros. Há também os bairros um pouco mais distantes, como o Frade.
Vista panorâmica do complexo nuclear com Angra 1 (ao fundo) e Angra 2
André Muzell / R7
No centro de visitação aberto ao público, painéis luminosos explicam como a energia nuclear é produzida
André Muzell / R7
Maquete de Angra 2 mostra vista em corte do prédio do reator e da sala de turbinas
André Muzell / R7
Miniatura do reator exposta no centro de visitação, que recebe 21 mil pessoas por ano, a maioria estudantes
André Muzell / R7
Réplica em tamanho real das varetas onde ficam armazenadas as pastilhas de urânio, com 4 metros de altura
A sala de controle é o local onde são tomadas as decisões mais importantes sobre a operação das usinas
Operador durante testes na sala de controle, que pode ser comparado ao cérebro da usina
Estação que capta água do mar para resfriamento. A temperatura influencia a potência do reator
Sala de turbinas, onde ficam os geradores de vapor e as turbinas que recebem vapor que vem do reator
Grandiosidade das turbinas que são movimentadas a vapor e geram eletricidade impressiona
Portas só abrem com identificação digital do funcionária que acompanha a visita a Angra 2




sábado, 3 de maio de 2014

coral assassino invade Baia da Ilha Grande e espalha por toda costa do Rio

De acordo com o Ministério Público Federal, a espécie já teria contaminado todo o litoral

Apontada como uma das maiores ameaças aos ecossistemas costeiros do Brasil, a bioinvasão pelo coral-sol, que começou pela Baía da Ilha Grande e já teria se espalhado por todo o litoral fluminense.Segundo investigação preliminar do Ministério Público Federal, o coral-sol, conhecido como coral assassino e que expulsa espécies nativas, entrou acidentalmente no Brasil através de plataformas de petróleo e gás encomendadas pela Petrobras, que passaram pelo Estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis. Ainda de acordo com o MPF, a costa de Angra, Paraty, Mangaratiba, Rio, Arraial do Cabo e Búzios já estaria contaminada.

O sinal de alerta no MPF foi dado em 2012 por Monique Cheker, procuradora da República de Angra, durante uma visita à Estação Ecológica de Tamoios. A região da Baía da Ilha Grande é a mais afetada porque a temperatura da água é mais elevada, principalmente nas proximidades das usinas nucleares, o que facilitaria a proliferação da espécie. Foi instaurado um inquérito civil público que levou à identificação de alguns locais da costa de Angra já contaminados: os terminais da Petrobras, da Brasfels e da Vale.

Danos incluem redução do número de peixes em áreas afetadas
O coral-sol, segundo especialistas ouvidos pelo MPF, provoca a perda da biodiversidade e a fragilização dos recursos pesqueiros, além de outros impactos sociais e ambientais.

O biólogo marinho Vinicius Padula, doutorando da Universidade de Munique, na Alemanha, disse que a bioinvasão é grave. Segundo ele, na Ilha Grande, o coral já cobriu boa parte do fundo do mar e ocupou o espaço das espécies nativas: ate a esse problema.

Origem: Ilhas Galápagos
Um dos integrantes do Grupo de Estudos de Mamíferos Marinhos da Região dos Lagos, o biólogo Salvatore Siciliano disse que o coral-sol é originário das Ilhas Galápagos. Os primeiros foram identificados há dez anos na Baía da Ilha Grande, mas os corais assassinos, segundo ele, já se dispersaram por boa parte do Sudeste.

— A invasão pode provocar danos às espécies locais, que passam a competir por espaço e alimento. Essa espécie pegou carona nos cascos de navios e plataformas de petróleo, e o aumento do fluxo de navios só facilita essa dispersão.

 Projeto Coral-Sol na Vila do Abraão, Ilha Grande
O projeto propõe controlar o coral-sol, espécie exótica invasora, agregando valor a sua extração e contribuindo para o desenvolvimento sustentável de comunidades litorâneas. Famílias são capacitadas para recolher e preparar os corais para venda como artesanato,como renda alternativa, e combater a expansão dos corais e substituir o comércio ilegal de corais nativos. O Projeto Coral-Sol é, no Brasil, a primeira iniciativa de controle e erradicação de organismos exóticos marinhos financeiramente auto-sustentável.

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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Suposto vídeo de Pastor evangélico de Angra dos Reis fazendo sexo explicito com uma fiel cai no Whatsapp

O pastor e cantor Antônio Netto,de Camorim Grande, terceiro distrito de Angra dos Reis-RJ- teve um suposto vídeo intimo divulgado na rede mundial de computadores. O vídeo que foi gravado pelo próprio pastor mostra cenas de sexo explicito entre ele e uma fiel, vazou na internet via Whatsapp, e tem a duração de 2 minutos.
Segundo populares, a mulher foi chantageada pelo pastor, e aliciada com uma promessa de uma possível vaga de emprego no Estaleiro Brasfels.

O Pastor é muito conhecidso na região no meio evangelico, com suas pregações e musicas   https://www.youtube.com/user/antoniopregadorangra

VEJA VÍDEO DO PASTOR PREGANDO EM PARATY

Dez músicas de protesto à Ditadura Militar

O golpe militar de 1964 instaurou no Brasil uma forte censura, praticada através dos Atos Institucionais (AI’s)criados para aumentar a repressão do Estado sobre a população ou qualquer manifestação que fosse contrária ao governo imposto no país. Não demorou para a música – enquanto manifestação artístico-cultural de forte teor político – estar entre os principais alvos da censura. Mas nem isso calava a voz dos artistas. Assim, conheça 10 músicas de protesto à Ditadura Militar.

Se você curte este tema e deseja ler algo para aprofundar ainda mais no assunto, sugerimos a leitura do livro Cale-se: Mpb e Ditadura Militar, que trata das letras das canções compostas nos anos mais duros da ditadura (1964 a 1974), e reforça a ideia de que a música serviu – e serve – como uma importante ferramenta de comunicação, carregando mensagens (as mais variadas possíveis) com as palavras e frases que formam suas letras.
Vale ressaltar que nem todas as músicas foram criadas como forma de protesto. Por exemplo, alguns cantores, como Caetano Veloso e Gilberto Gil, compunham músicas com forte teor político e social, mas nem sempre faziam críticas diretas à ditadura. Porém, são citadas por fazerem parte de um momento histórico único em nossa história, caracterizado pela efervescência cultural.
Tentei encontrar as versões originais das músicas, para mostrar o clima da época e a relação dos artistas com seu público. Porém, isto compromete um pouco a qualidade do vídeo. Mas vale a pena. Confiram!

1- Alegria, alegria

A música Alegria, Alegria foi lançada em 1967, por Caetano Veloso. Valorizava a ironia, a rebeldia e o anarquismo a partir de fragmentos do dia-a-dia. Em cada verso, revelações da opressão ao cidadão em todas as esferas sociais. A letra critica o abuso do poder e da violência, as más condições do contexto educacional e cultural estabelecido pelos militares, aos quais interessava formar brasileiros alienados.
Trecho: O sol se reparte em crimes/Espaçonaves, guerrilhas/Em cardinales bonitas/Eu vou…

2- Caminhando

Caminhando (Pra não dizer que falei das flores) é uma música de Geraldo Vandré, lançada em 1968. Vandré foi um dos primeiros artistas a ser perseguido e censurado pelo governo militar. A música foi a sensação do Festival de Música Brasileira da TV Record, se transformando em um hino para os cidadãos que lutavam pela abertura política. Através dela, Vandré chamava o público à revolta contra o regime ditatorial e ainda fazia fortes provocações ao exército.
Trecho: Há soldados armados / Amados ou não / Quase todos perdidos / De armas na mão / Nos quartéis lhes ensinam / Uma antiga lição: De morrer pela pátria / E viver sem razão

3- Cálice

A música Cálice, lançada por Chico Buarque em 1973, faz alusão a oração de Jesus Cristo dirigida a Deus no Jardim do Getsêmane: “Pai, afasta de mim este cálice”. Para quem lutava pela democracia, o silêncio também era uma forma de morte. Para os ditadores, a morte era uma forma de silêncio. Daí nasceu a ideia de Chico Buarque: explorar a sonoridade e o duplo sentido das palavras “cálice” e “cale-se” para criticar o regime instaurado.
Trecho: De muito gorda a porca já não anda (Cálice!) / De muito usada a faca já não corta / Como é difícil, Pai, abrir a porta (Cálice!) / Essa palavra presa na garganta

4- O bêbado e o equilibrista

O bêbado e o equilibrista, foi composto por Aldir Blanc e João Bosco e gravado por Elis Regina, em 1979. Representava o pedido da população pela anistia ampla, geral e irrestrita, um movimento consolidado no final da década de 70. A letra fala sobre o choro de Marias e Clarisses, em alusão às esposas do operário Manuel Fiel Filho e do jornalista Vladimir Herzog, assassinados sob tortura pelo exército.
Trecho: Que sonha com a volta / Do irmão do Henfil / Com tanta gente que partiu / Num rabo de foguete / Chora! A nossa Pátria Mãe gentil / Choram Marias e Clarisses / No solo do Brasil…

5- Mosca na sopa 

Mosca na sopa é uma música de Raul Seixas, lançada em 1973. Apesar das controvérsias acerca do sentido da música, a letra faz uma referência clara à ditadura militar. Através de uma metáfora, o povo é a “mosca” e, a ditadura militar, “a sopa”. Desta forma, o povo é apresentado como aquele que incomoda, que não pode ser eliminado, pois sempre vão existir aqueles que se levantam contra regimes opressores.
Trecho: E não adianta / Vir me detetizar / Pois nem o DDT / Pode assim me exterminar / Porque você mata uma / E vem outra em meu lugar…

6-É proibido proibir


É proibido proibir é uma música de Caetano Veloso, lançada em 1968. Esta canção era uma manifestação das grandes mudanças culturais que estavam ocorrendo no mundo na década de 1960. Na apresentação realizada no Teatro da Universidade Católica de São Paulo, a música de Caetano foi recebida com furiosa vaia pelo público que lotava o auditório. Indignado, Caetano fez um longo e inflamado discurso que quase não se podia ouvir, tamanho era o barulho dentro do teatro.
Trecho: Me dê um beijo meu amor / Eles estão nos esperando / Os automóveis ardem em chamas / Derrubar as prateleiras / As estantes, as estátuas / As vidraças, louças / Livros, sim…

7-Apesar de você

Depois de Geraldo Vandré, Chico Buarque se tornou o artista mais odiado pelo governo militar, tendo dezenas de músicas censuradas. Apesar de você foi lançada em 1970, durante o governo do general Médici. A letra faz uma clara referência a este ditador. Para driblar a censura, ele afirmou que a música contava a história de uma briga de casal, cuja esposa era muito autoritária. A desculpa funcionou e o disco foi gravado, mas os oficiais do exército logo perceberam a real intenção e a canção foi proibida de tocar nas rádios.
Trecho: Quando chegar o momento / Esse meu sofrimento / Vou cobrar com juros. Juro! / Todo esse amor reprimido / Esse grito contido / Esse samba no escuro

8- Acender as velas

A música Acender as velas, lançada em 1965, é considerada uma das maiores composições do sambista Zé Keti. Esta música inclui-se entre as músicas de protesto da fase posterior a 1964. A letra deste samba possui um impacto forte, criado pelo relato dramático do dia-a-dia da favela. Faz uma crítica social as péssimas condições de vida nos morros do Rio de Janeiro, na década de 1960.
Trecho: Acender as velas / Já é profissão / Quando não tem samba / Tem desilusão / É mais um coração / Que deixa de bater / Um anjo vai pro céu

9- Que as crianças cantem livres

Que as crianças cantem livres é uma composição de Taiguara, lançada em 1973. No mesmo ano, o cantor se exilou em Londres, tendo sido um dos artistas mais perseguidos durante a ditadura militar. Taiguara teve 68 canções censuradas, durante o período de maior endurecimento do regime, no fim da década de 1960 até meados da década de 1970.
Trecho: E que as crianças cantem livres sobre os muros / E ensinem sonho ao que não pode amar sem dor / E que o passado abra os presentes pro futuro / Que não dormiu e preparou o amanhecer…

10- Jorge Maravilha

Jorge Maravilha, lançada em 1974, é mais uma música de Chico Buarque, agora sob o pseudônimo de Julinho de Adelaide, criado para driblar a censura. Os versos “você não gosta de mim, mas sua filha gosta” parecia uma relação conflituosa entre sogro, genro e filha. Mas, na verdade, fazia alusão à família do general Geisel. Geisel odiava Chico Buarque. No entanto, a filha do militar manifestava interesse pelo trabalho do compositor.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Suspeito de roubo é amarrado em poste e chicoteado em Ipatinga-MG

A ação de um popular aconteceu na última quinta-feira, mas somente nesta última terça-feira (22/04) o vídeo foi divulgado. Refere-se à Justiça com as próprias mãos registrada no Morro do Sossego, em Ipatinga.

Josimar Dias de Sena, de 18 anos, foi amarrado com pedaços de panos e açoitado com um fio de cobre por um dos moradores. Enquanto apanhava e pedia para não ser mais agredido, ele era obrigado a gritar que não roubaria mais no morro. As agressões foram registradas em vídeo por uma terceira pessoa, que gravou com um telefone celular.

O jovem sofreu ferimentos nas costas, pernas e braços e foi levado para um hospital e, depois de receber atendimento médico, liberado.

De acordo com a Polícia, Josimar tem passagens e após a agressão, ter sido liberado, ele já é suspeito de ter cometido um outro crime, um furto contra uma oficina.

Ainda de acordo com a PM, os agressores ou supostas vítimas do rapaz não estavam mais no local quando a viatura chegou, por isso Josimar foi caracterizado nesta ocorrência apenas como vítima das agressões.

Informações: TV Alterosa

300 kg de camarão rosa são apreendidos em Angra dos Reis, RJ


 Aproximadamente 300 kg de camarão rosa foram apreendidos na tarde desta terça-feira (22), em Angra dos Reis, na costa verde do Rio de Janeiro. De acordo com a administração do Parque Estadual da Ilha Grande, o pescado estava em um barco, de 40 pés, próximo à praia dos Meros.

Três tripulantes estavam na embarcação, que foi abordada por uma equipe do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Eles foram levados para a 166ª Delegacia de Polícia (Angra dos Reis) e vão responder por crime ambiental, já que a espécie está no período de defeso. A proteção ao camarão começou no dia 1º de março e vai até o dia 31 de maio.

A administração também informou que o camarão está em bom estado de conservação e vai ser doado a uma instituição de caridade do município.
Fonte: G1

terça-feira, 22 de abril de 2014

Pai mata filho por jogar demais no computador

Homem de 43 anos estrangulou jovem, segundo TV francesa.
Crime aconteceu na cidade de Luc-Sur Orbieu, no sul do país.Um homem francês de 43 anos foi preso por supostamente ter estrangulado seu filho, de 23 anos, até a morte porque o jovem passava tempo demais jogando no computador, informou nesta terça-feira (22) a rede de televisão "France 3".

O crime aconteceu na noite de segunda-feira (21) na pequena cidade de Luc-Sur Orbieu, no sul da França, após uma violenta disputa entre pai e filho, acrescentou a mesma fonte.

Segundo os primeiros elementos da investigação, o pai não tinha intenção de acabar com a vida de seu filho, indicou o jornal "La Dépêche du Midi".

A promotoria de Narbona não deu mais informações sobre o ocorrido

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Serpentes peçonhentas do Brasil

Cobras
Adaptado do texto de autoria do Dr. György Mikós Böhm, publicado em www.saudetotal.com

ACIDENTES COM COBRAS VENENOSAS:
Os critérios para a classificação das serpentes a partir da observação da cabeça triangular, escamas, olhos ou cor do animal são bastante falhos, sendo assim é aconselhável não afirmar se a cobra é ou não peçonhenta com base apenas na observação dessas características.
      Para descobrir se a cobra é ou não peçonhenta, há uma regra geral: caso a cobra apresente um orifício situado entre o seu olho e narina, chamado de fosseta lóreal, a cobra pode ser considerada peçonhenta, é a chamada "cobra de quatro narinas". A única exceção a essa regra é a cobra coral, que não apresenta essa peculiaridade, porém é bastante chamativa, pois é bem colorida.

O grau de toxicidade da picada depende da potência, quantidade de veneno injetado e do tamanho da pessoa atingida. No Brasil, a maioria dos acidentes ofídicos é devido a serpentes dos gêneros Botrópico, Crotálico e Elapídico.
Sinais e Sintomas:
  1. Botrópicos: (Urutu, Jararaca, Jararacuçu) - Fortes dores no local, inchaço, vermelhidão ou arroxeamento e aparecimento de bolhas. O sangue torna-se de difícil coagulação e pode-se observar hemorragia no local da picada, bem como na gengiva.
  2. Crotálico (Cascavel): Quase não se vê o sinal da picada, e também há pouco inchaço no local. Algumas horas após o acidente se observa a dificuldade que o paciente tem de abrir os olhos, acompanhada de visão "dupla" (vê os objetos duplicados). O paciente fica com "cara de bêbado". Outro sinal é o escurecimento da urina, após 6 e 12 horas da picada, caracterizando pela cor de coca-cola. É responsável por 9% dos acidentes.
  3. Elapídico (Corais): Pequena reação no local da picada. Poucas horas após, ocorre a "visão dupla", associada à queda das pálpebras; a vítima também fica com "cara de bêbada". Outro sinal é a falta de ar, que pode, em poucas horas, causar a morte do paciente.
 Caso você encontre uma vítima de uma serpente, proceda da seguinte forma:
  • Deixe a vítima em repouso absoluto.
  • Mantenha a parte afetada em posição mais baixa que o corpo, para dificultar a difusão do veneno.
  • Lave o local com água e sabão.
  • Afrouxe as roupas da vítima, procure retirar acessórios que dificultem a circulação sanguínea da vítima.
  • Tranquilize a vítima.
  • Se for possível, capture a cobra, viva ou morta, para posterior identificação.
  • Dirigir-se urgentemente a um serviço médico. Procure socorro, principalmente após trinta minutos em que ocorreu o acidente.
  • A vida do acidentado depende da rapidez com que se fizer o tratamento pelo soro no hospital mais próximo.
MEDIDAS QUE SÓ ATRAPALHAM E QUE N Ã O DEVEM SER FEITAS:
  • Torniquete, garrote, incisões e sucções na picada NÃO devem, sob nenhuma hipótese, serem realizadas porque bloqueiam a circulação e podem causar infecção, necrose e gangrena na vítima.
  • Infusões e fazer a vítima beber álcool ou gasolina , em nada ajudam a melhora da vítima.
  • Fazer com que a vítima se movimente e ou corra, pode fazer com que o veneno se espalhe pelo corpo, agravando o estado da vítima.
Mais importante que prestar socorro nesse tipo de acidente é fazer a prevenção:
  • Não trabalhar ou andar descalço em jardins;
  • Não mexer em buracos no chão ou em paredes;
  • Olhar bem para o chão ou em paredes; Olhar bem para o chão quando estiver caminhando;
  • Ter cuidado com montes de folhas, capim seco, e com mato;
  • Lugares onde aparecem muitos roedores (ratos) são os melhores para as cobras se alimentarem;
  • Mantenha jardins e quintais limpos; não deixe perto de casa restos de materiais de construção;
  • Só ande em regiões de matas com botas até os joelhos.
  • Não ataque esses animais, nem procure importuná-los. Eles o atacarão apenas ao sentirem-se ameaçados.
Principais Cobras Venenosas do BrasilJararacas, Cascavéis e Surucucus
A maioria dos ofídios brasileiros pertencem à família Viperidae e estão agrupados em 3 gêneros:
1. Bothrops – são as jararacas. Jararaca é um nome enganoso porque, tanto se refere a uma espécie, a Bothrops jararaca, como é o nome coletivo do gêneroBothrops. Compreende umas 20 espécies: B. jararaca, que é a jararaca propriamente dita, B. alternatus, que é a urutu ou cruzeira, B. atrox, também chamada de jararaca ou de combóia, B. bilineatus que é verde e vive nas árvores e, por isso, chamada de cobra-papagaio, a B. insularis, uma jararaca singular que só tem na Ilha Queimada, no litoral paulista, na altura da cidade de Santos. O veneno dessa jararaca é muito potente, pelo menos para pássaros dos quais essa cobra se alimenta quase que exclusivamente.Se não fosse isto, o animal morreria de fome, pois, após a picada os pássaros voariam muito longe, fora da alcance da serpente. E assim há muitos outros ofídios do gênero Bothrops cujos representantes são encontráveis em todo território nacional.

2. Crotalus – são as cascavéis, com seu guizo ou chocalho típico. A espécie é durissus, com numerosas subespécies, todas muito parecidas umas com as outras. Sua distribuição geográfica é mais restrita a áreas secas e arenosas das regiões sul, sudeste e centro do país. O maior número de acidentes por cascavel ocorre no Estado de São Paulo.

3. Lachesis – é a surucucu, o maior dos ofídios venenosos do país. A espécie encontrada com maior freqüência é a Lachesis muta muta, que pode alcançar 3 metros ou mais de comprimento. Na fronteira da Amazônia brasileira com outros países existem algumas outras subespécies. A particularidade mais chamativa da surucucu é a mudança da posição das escamas na ponta da cauda. Em vez de ficarem deitadas sobre o corpo, nesta região as escamas estão eriçadas. É uma serpente cujo habitat é a floresta tropical e, portanto, são mais comuns no norte do Brasil.

Todas essas cobras da família Viperidae têm uma cabeça grande, triangular, visivelmente mais larga do que o corpo. A presença da fosseta loreal é constante e são solenóglifas sem exceção (como já foi explicado, as serpentes solenóglifas possuem presas grandes e móveis canalizadas, na região anterior da maxila). A cauda é importante. Nas jararacas ela afina bruscamente, ao contrário dos ofídios não peçonhentos nos quais o adelgaçamento da cauda é gradual. A cauda das cascavéis termina em um chocalho característico e as surucucus possuem escamas eriçadas nesta região.
Pode-se dizer que todas elas são mais ativas durante a noite, porém não são animais de hábitos estritamente noturnos.

Cobras Corais
À família Elapidae pertence o gênero Micrurus que é das serpentes corais venenosas. Temos várias espécies, corallinus, fisherii, frontalis, etc... todas com características marcantes: são ofídios pequenos, de 15 a 60 cm de comprimento, excepcionalmente 1 metro, tendo anéis de cor negra e vermelha, ou, ainda, branca e amarela, bem brilhantes e muito nítidos. A cabeça dessas cobras é pequena e estreita, quase da mesma largura que o corpo e não possui fosseta loreal. A boca também é pequena e as presas são do tipo proteróglifo, isto é, com sulcos e fixas na região anterior do osso maxilar. Estes detalhes são quase que irrelevantes considerando o colorido inconfundível da pele destes ofídios. Não há como não reconhecê-los. A única confusão possível é com a cobra-coral-falsa. Esta é de outra família, Aniliidae, e é uma serpente áglifa, sem presas. Tem anéis pretos e vermelhos mas menos nítidos que as corais verdadeiras.

Não procure distinguir as cobras corais verdadeiras das falsas.Deixe este trabalho para especialistas e não mexa com essas serpentes porque são extremamente venenosas !

As cobras corais têm hábitos noturnos e subterrâneos. Ficam embaixo de folhas, de tocos podres ou da terra fofa. São encontráveis em todas as regiões do Brasil.

Reconhecimento das Cobras Venenosas
O reconhecimento de serpentes peçonhentas deveria fazer parte do currículo escolar, principalmente nas áreas rurais do Brasil. Nós teremos que recapitular alguns pontos já colocados mas, antes, tentaremos explicar o porquê da importância do assunto.
O problema central é o tratamento das vítimas de mordidas de cobra. Essencialmente, isto é feito com a soroterapia que deverá ser a mais específica possível.
Vejamos isto:
O antídoto contra o veneno é preparado a partir de soro de cavalos que são imunizados contra a peçonha de cobras. Doses crescentes de veneno são injetadas durante um período para que o animal fabrique anticorpos contra o mesmo. Depois, retira-se o sangue do cavalo e prepara-se o soro anti-ofídico para uso em pacientes mordidos por ofídios.É possível injetar mais de um tipo de veneno, por exemplo de jararaca e cascavel no cavalo, a fim de que faça anticorpos contra ambos os serpentes. Isto é feito e existem soros bivalentes: antibotrópico e anticrotálico (contra jararaca e cascavel), antilaquético e antibotrópico (contra surucucu e jararaca), etc...
Entretanto, a eficiência da terapêutica é muito maior com um soro específico do que com soros multivalentes. Assim, se o acidente for com cascavel é muito melhor injetar no paciente soro especificamente anticrotálico, do que um soro polivalente.
Esperamos que tenha ficado claro que, se o cidadão acidentado informar corretamente ao médico o tipo de cobra que o mordeu, ele receberá uma terapêutica muito mais eficaz. Em caso de dúvidas, lhe será administrado soro polivalente de menor eficiência para combater o veneno ofídico.
Talvez, neste momento, você esteja formulando duas perguntas:
  •  
"O médico não é capaz de diagnosticar pelos aspectos clínicos o tipo de cobra que mordeu a pessoa ?"
  •  
"Será que o hospital não tem algum teste para detectar o tipo de veneno ?"
Ambas são excelentes questões e vamos respondê-las.
A prática clínica com vítimas de ofídios peçonhentos leva ao reconhecimento correto do serpente responsável pelo acidente. Portanto, a resposta é de que o médico é capaz de diagnosticar pelos aspectos clínicos o tipo de cobra que mordeu a pessoa. Mas, são poucos os profissionais que têm a prática necessária para fazer este diagnóstico. Só aqueles que trabalham nos grandes centros de referência para tratar estes acidentados. Por exemplo, Hospital "Vital Brasil", Hospital das Clínicas de Botucatu, Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e alguns outros centros que concentram os casos de ofidismo no país.
Quanto a exames laboratoriais para diagnosticar tipos de venenos de cobra, eles existem e são capazes de identificar o veneno e até a quantidade que foi injetada pelo animal. Porém, há dois obstáculos a vencer: primeiro, a lentidão desses testes – os pacientes não podem aguardar horas – segundo, a dificuldade técnica e o custo, que limitam sua utilização aos centros de excelência. Os acidentes ofídicos ocorrem, na mais das vezes, longe dos hospitais bem equipados e, quando os pacientes chegam aos postos de atendimento, é preciso agir com rapidez e com os meios disponíveis: soros e outros remédios.
Certamente, até que não haja um meio de diagnosticar o tipo de veneno nos centros médicos e postos de saúde em todo o país, é importante que a vítima seja capaz de informar a espécie (pelo menos o gênero) de cobra que a mordeu: jararaca, cascavel, surucucu ou coral. Levar o ofídio – vivo ou morto – até o centro médico é uma ótima idéia, desde que a captura ou matança do animal não resulte em novas mordidas.
Examine essa tabela de reconhecimento de serpentes peçonhentas. Ela mostra os pormenores: tipo de cabeça, fosseta loreal, dentição, aspecto das escamas e cauda.
VenenosasNão Venenosas
Cabeça chata, triangular, bem destacada.Cabeça estreita, alongada, mal destacada.
Olhos pequenos, com pupila em fenda vertical e fosseta loreal entre os olhos e as narinas (quadradinho preto).Olhos grandes, com pupila circular, fosseta lacrimal ausente.
Escamas do corpo alongadas, pontudas, imbricadas, com carena mediana, dando ao tato uma impressão de aspereza.Escamas achatadas, sem carena, dando ao tato uma impressão de liso, escorregadio.
Cabeça com escamas pequenas semelhantes às do corpo.Cabeça com placas em vez de escamas.
Cauda curta, afinada bruscamente.Cauda longa, afinada gradualmente.
Quando perseguida, toma atitude de ataque, enrodilhando-se.Quando perseguida, foge.
QUATRO OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
Tudo poderá ser facilmente verificado, se tivermos um animal morto ou imobilizado que poderá ser examinado com calma e minuciosamente. Na prática, quando ocorrem os acidentes, a situação é bem outra, no entanto há algumas observações que geralmente dá para fazer.
1. Verifique a coloração do corpo do animal que lhe mordeu. Os característicos anéis coloridos das cobras corais são gritantes. Você poderá dizer ao médico se foi ou não uma cobra coral. A confusão com as serpentes corais falsas é irrelevante, pois não trará nenhum perigo à sua saúde.
2. Se não for coral, veja bem a cauda da cobra se tem ou não o chocalho típico da cascavel. O chocalho também se ouve: antes de dar o bote, a cascavel balança vigorosamente a cauda para lhe espantar com o ruído. Repetimos que o chocalho é muito óbvio e fácil de reconhecer. Já as escamas eriçadas da cauda da surucucu é muito mais difícil de ver.

Chocalho
As serpentes crescem rapidamente após o nascimento e alcançam a maturidade após 2 anos (as grandes cobras, jibóia e sucuri, após 4 ou 5). Durante suas vidas os ofídios mudam a pele regularmente e é comum encontrar-se cascas de serpentes abandonadas no campo. A cascavel, por razões não bem entendidas, em vez de sair completamente de sua pele antiga, mantém parte dela enrolada na cauda em forma de um anel cinzento grosseiro. Com o correr dos anos, estes pedaços de epiderme ressecados formam os guizos que, quando o animal vibra a cauda, balançam e causam o ruído característico. A finalidade é de advertir a sua presença e espantar os animais de grande porte que lhe poderiam fazer mal. É uma ótima chance de evitar o confronto.
3. Tome nota da hora em que você foi picado. É uma informação preciosa ao posto de socorro. Por exemplo, poderá servir ao médico para diferenciar a cobra coral verdadeira da falsa: se após pouco tempo você não tem nenhum dos sintomas clínicos de envenenamento ofídico, ficará algum tempo em observação sem tomar soro. O tempo decorrido entre o acidente e a intensidade dos sintomas também é fundamental para avaliar a gravidade do caso e guiará a terapêutica a ser aplicada.
4. Se não tiver nenhuma observação sobre a cobra, pelo menos informe os aspectos do local em que aconteceu o acidente: floresta, areia, rochas expostas, etc...
De tudo que foi dito, é simples deduzir que a maior dúvida é sempre entre a jararaca e a surucucu.

O que é que você deverá fazer se for mordido por cobra venenosa
Antes de mais nada, vamos dizer o que NÃO FAZER. 
Não faça nada disto. Nem o torniquete. Tampouco aplique pó de café, querosene ou teia de aranha, seguindo a sabedoria popular. Hoje, a experiência nacional é muito grande e sabe-se que todas essas tentativas de cura, consagradas ao longo dos tempos, só prejudicam. Repetimos: não faça intervenção alguma, é melhor. Procure manter a calma: lembre-se que a maioria dos acidentes ofídicos não matam nem mesmo quando não tratados; lembre-se que a soroterapia resolve seu caso, mesmo se instituída muitas horas – 6 a 12 horas – depois. Se sentir dor, tome um analgésico.
"Se tiver ampolas de soro anti-ofídico por perto ?"
Primeiro considere as condições de armazenamento. As ampolas de soro anti-ofídico devem ser conservadas em geladeira entre 4oC e 6oC positivos; na temperatura ambiente duram pouco: alguns meses. A seguir, observe a validade dos soros, pois é muito comum estarem vencidos há anos. Depois de certificadas as condições de estocagem e o vencimento das ampolas, elas devem ser aplicadas mas não por você, sobretudo se estiver sozinho. É um remédio para mãos experientes. A soroterapia tem suas dificuldades que colocaremos logo mais. Busque socorro e leve as ampolas consigo.
O que fazer ?
Procure imediatamente chegar ao primeiro centro médico que tiver a seu alcance e transmita suas observações (aquelas quatro observações mencionadas no texto sobre o "reconhecimento das cobras venenosas") à primeira pessoa que lhe socorrer, a fim de que, em caso de desmaio, haja alguém para prestar informações ao médico. Se estiver fácil, lave o local da mordida com água e sabão mas não perca tempo: procure um centro médico.
O que é que o médico vai fazer ?
Ao chegar no posto médico, sua história será ouvida enquanto a região mordida for lavada. Depois seguirá um exame cuidadoso. As primeiras preocupações serão de diagnosticar o tipo de cobra responsável pelo acidente e avaliar a intensidade do envenenamento. O médico procurará examinar bem as alterações locais, isto é a região em que você foi picado e, também, as suas condições sistêmicas ou gerais.
A região mordida por cobras dos gêneros Bothrops e Lachesis são os que mais provocam manifestações locais. Aparecem a dor, o edema (inchaço), hemorragia, bolhas na pele, reação inflamatória, com ou sem infecção, e a necrose (morte do tecido), em graus variados. Quanto mais intensos forem esses sinais, maior dose de soro será lhe administrado. A cascavel e a cobra coral não costumam dar sinais locais importantes, a não ser quando é aplicado garrote, incisões a faca, etc... Contudo, a primeiro costuma deixar sinais evidentes da picada, visto que suas presas são bem desenvolvidas, enquanto que a segunda, praticamente, só deixa escoriações.
Os aspectos sistêmicos variam bastante:
  •  As cobras dos gêneros Bothrops (Jararaca) e Lachesis (Surucucu) causam hemorragias várias, das gengivas, do tubo digestivo e dos rins, principalmente. Também provocam choque (queda da pressão arterial) e insuficiência renal. A surucucu tem neurotoxicidade maior e, portanto, pode causar choque mais precocemente do que a jararaca, devida uma forte estimulação vagal (sistema nervoso autônomo).

  • A mordida da cascavel é seguida de náuseas e vômitos. Pouco tempo depois, nas primeiras 6 horas, aparecem queda de pálpebra, distúrbios visuais, dificuldade de movimentação dos membros e, até, dos movimentos respiratórios. São os sinais típicos da neurotoxicidade do veneno crotálico. A vítima também se queixa de dores musculares generalizadas, pois o veneno é miotóxico. Em fases avançadas, costuma instalar-se a insuficiência renal.

  • A coral é basicamente neurotóxica e impede a transmissão do sinal nervoso ao músculo. Seu veneno potente provoca queda de pálpebra, distúrbios visuais e paralisias musculares graves. Ainda bem que o animal é pequeno e, em geral, inocula pouco veneno.
Feita a avaliação, a equipe do hospital instalará a soroterapia, a mais específica possível. Você receberá de 4 a 12 ampolas de 10 ml cada, dependendo da gravidade do seu caso, por via intravenosa. Após o medicamento anti-ofídico, receberá soro glicofisiológico pela veia, a fim de evitar a insuficiência renal. Também lhe aplicarão uma injeção de soro antitetânico, profilaticamente. Se existirem complicações, como infecção, necrose ou insuficiência renal aguda já instalada, as medidas serão, respectivamente, antibioticoterapia, intervenção cirúrgica para remover os tecidos necrosados e diálise renal. Em caso de acidentes causados por cobra coral ou cascavel, o médico observará a ação neurotóxica do veneno e tratará de corrigir a situação com medicações que ajudam a neurotransmissão, que fica seriamente comprometida e provoca as paralisias.
Finalmente, o médico terá que observar cuidadosamente suas reações durante a soroterapia. É que, com certa freqüência, aparecem reações de hipersensibilidade, imediatamente na hora da administração do antiveneno ou até um dia após a mesma, que precisam ser controladas. Isto é feito com vários medicamentos simpatomiméticos (adrenalina, por exemplo) e anti-histamínicos.Considerando as reações de hipersensibilidade, é que se desaconselha que a soroterapia seja instalada por leigos.

domingo, 20 de abril de 2014

A história dramática do Menino ugandense com pernas de elefante


Vincent Oketch, um garoto de 10 anos de Kampala, em Uganda (África), está vendo sua vida ameaçada por uma doença que nenhum médico conseguiu tratar ainda. Ele tem um problema linfático que faz suas pernas incharem, ficando do tamanho das de um elefante.

Acreditam que ele tenha elefantíase e deformidades na pele, por conta da turgidez (inchaço). Por causa da doença, ele está com o quadril deslocado e com os tornozelos quebrados.

Mas os testes apontam para fasciite necrosante, uma infecção que vai "corroendo" a pele, geralmente causada por uma bactéria. Se isso for verdade, ele pode precisar amputar as pernas para salvar sua vida.

Como o diagnóstico está confuso, o médico Isaac Osire, que dirige uma organização que ajuda crianças de vilas pobres a receber tratamento médico, está pedindo ajuda para o garoto, segundo o tabloide britânico The Sun.

- O caso é extremamente complexo e nós gostaríamos de descobrir se há alguma coisa que possa ser feita para salvar as pernas dele.

O pai de Vincent, Tito Opoya, disse que o problema começou quando o filho tinha apenas 18 meses. Seus pais era muito pobres para levá-lo a uma clínica, então as pernas continuaram a crescer e inchar. Agora, ele não consegue andar e mal rasteja.

Como não dá para usar shorts ou calças, ele é obrigado a usar vestidos ou saias. O pai falou que ele sofre muito com isso:

- Ele realmente fica chateado porque tem que usar rosa e os outros garotos riem dele. Ele é pequeno, mas suas pernas são muito pesadas e pesam mais do que ele.

Assista ao Vídeo: