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sábado, 14 de dezembro de 2013

Roberto Jefferson diz que imprensa o faz se sentir como um prisioneiro

O ex-deputado Roberto Jefferson se mostrou alterado em conversa com a imprensa na manhã deste sábado (14), em sua casa em Comendador Levy Gasparian, no Sul do Rio de Janeiro. Ele questionou a presença dos jornalistas no local e disse que torcia para que eles fossem embora logo. "Estão me fazendo prisioneiro na minha casa", disse. "Eu tenho ainda poucos momentos, eu não sei o que virá. Vocês estão me fazendo de prisioneiro", completou em tom áspero.

O delator do mensalão também comentou que “a democracia de vocês [imprensa] é só em favor de vocês”. Jefferson está há pelo menos um mês em Levy Gasparian, onde aguarda a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre sua prisão. Ele foi condenado em 2012 a 7 anos e 14 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e, em novembro deste ano, teve o último recurso possível rejeitado pelo Supremo.

O presidente do STF aguarda resposta do governo do Rio de Janeiro para decidir onde o ex-deputado irá cumprir a pena dele. Joaquim Barbosa quer saber se as prisões do estado têm condições de receber Jefferson. A defesa dele diz que não, pois os presídios não teriam condições de garantir, por exemplo, a dieta prevista pelos médicos, que inclui itens como salmão e sucos feitos com água de coco.

'Não vou fugir ou me esconder, nem mesmo deixarei de mostrar as algemas'
Na tarde deste sábado, Jefferson fez mais declarações sobre o cobertura jornalística em sua conta no Twitter. "A imprensa não precisa se preocupar. Não vou fugir ou me esconder, nem mesmo deixarei de mostrar as algemas", escreveu. "Querem me ver algemado? Querem a foto clássica? Não se preocupem, não vou colocar um casaco escondendo as algemas".

Na rede social, o ex-deputado reafirmou que se tornou prisioneiro "antes mesmo que o STF tenha expedido o mandado de prisão". Ele questionou o interesse jornalístico em acompanhar de perto o caso dele e se defendeu. "Não ataquei a imprensa, apenas pedi, e educadamente, que me deixem viver os meus últimos momentos de liberdade", postou.

G1

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